ATIVIDADES DO EIXO 3 - MEIO AMBIENTE E SAÚDE

COMPARTILHAR

 

----

quarta-feira, 16 de maio de 2012

CAMPANHA "EU SOU NÓS"

ONU lança campanha ‘Eu Sou Nós’ para sociedade brasileira participar da Rio+20
14 de maio de 2012 ·




A partir de hoje (14/05), todos os brasileiros podem participar da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) enviando textos, fotos ou vídeos para o site O Futuro que Queremos. Para incentivar o compartilhamento de ideias, o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), o Comitê Nacional Organizador (CNO) do evento e parceiros lançaram a campanha Eu sou Nós. As contribuições serão exibidas na internet e numa exposição durante a Cúpula dos Povos.

“É uma forma de escutar as pessoas, para que não seja só uma conferência de Chefes de Estado e de Governo, mas que envolva a população”, explica o Diretor do UNIC Rio, Giancarlo Summa. As peças publicitárias serão exibidas em TV, rádio, jornais, revistas e em outros tipos de plataformas. “Há um grande investimento em internet porque o Brasil é um dos países com maior quantidade de habitantes conectados.”

A partir de hoje (14/05), todos os brasileiros podem participar da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) enviando textos, fotos ou vídeos para o site O Futuro que Queremos. Para incentivar o compartilhamento de ideias, o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), o Comitê Nacional Organizador (CNO) do evento e parceiros lançaram a campanha Eu sou Nós. As contribuições serão exibidas na internet e numa exposição durante a Cúpula dos Povos.

“É uma forma de escutar as pessoas, para que não seja só uma conferência de Chefes de Estado e de Governo, mas que envolva a população”, explica o Diretor do UNIC Rio, Giancarlo Summa. As peças publicitárias serão exibidas em TV, rádio, jornais, revistas e em outros tipos de plataformas. “Há um grande investimento em internet porque o Brasil é um dos países com maior quantidade de habitantes conectados.”

Com o conceito desenvolvido pelo Grupo Ogilvy, a campanha conta com a participação de anônimos e famosos, como Gisele Bündchen, Ronaldo, Paulo Coelho, Vik Muniz, MV Bill e Oscar Niemeyer. “A ideia central é fazer com que as pessoas abram mão da própria identidade, comecem a pensar coletivamente e participem da conversa mais importante da história”, explica o Presidente do Grupo no Brasil, Sérgio Amado.

Também participaram desta iniciativa a Conspiração Filmes, que produziu os filmes da campanha dirigidos por Daniel Lieff; a YB que produziu uma trilha inédita para os filmes; e Gustavo Malheiros, que foi o responsável por fotografar todos os anúncios da conversa, com produção de Fernanda Gallardo.

O evento realizado no Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro, foi transmitido ao vivo pela internet. Para acessar a íntegra do áudio, clique aqui.

Para assistir a outros vídeos da campanha, acesse www.youtube.com/unicrio

Para ver os cartazes, clique aqui. Ou acesse em imagens, separadamente, clicando aqui. Baixa fotos do evento de hoje clicando aqui (crédito: UNIC Rio/Pieter Zalis).

Para participar da maior conversa global, acesse o site ofuturoquenosqueremos.org.br

-- 
Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil | UNIC Rio
website: www.unicrio.org.br | email: unic.brazil@unic.org
tel.: +55(21) 2253-2211 | fax: +55(21) 2233-5753


Publicado por
Heber Odahyr

CONVITE - OFICINAS ÁREAS DE ATUAÇÃO

Flyer/Divulgação



Publicado por
Heber Odahyr

CONVITE PARA PARTICIPAR DO CONGRESSO DE REDES SOCIAIS

Cartaz de divulgação do II Congresso das redes Sociais Aplicadas à Educação.



































Publicado por
Heber Odahyr

CONGRESSO DA REDE SOCIAL NA EDUCAÇÃO

Convite aos interessados em participar do Congresso Redes Sociais Aplicadas à Educação.

II Congresso People.Net in Education
http://www.congressoredesocial.com.br/

LIMITES E POTENCIALIDADES DO USO DAS REDES SOCIAIS COMO PLATAFORMAS DE ENSINO E APRENDIZAGEM 

O People.Net in Education é um espaço de discussão sobre o uso das Redes Sociais Aplicadas à Educação, envolvendo a socialização de experiências em Instituições de Ensino e Empresas , envolvendo a discussão dos processos de Ensino Aprendizagem fazendo uso das TIC´s. 

O objetivos são: 
- apresentar como as Instituições estão aplicando as Redes Sociais, apresentar papers e comunicações de forma a apresentar este grande universo de possibilidades educacionais e sociais. 
- ressaltar que a questão das aplicações das Redes Sociais na Educação não é modismo, ou só restrita ao mundo virtual, mais que é uma questão para ser debatida na academia e com a participação importante do setor empresarial!

Data e Local:
Dia 01 de Junho de 2012 - Universidade Anhembi Morumbi - Vila Olímpia

PROGRAMAÇÃO

8h00 - 8h15 -  Welcome Coffee.

8h15 - 8H30- Cerimônia de abertura.

8h30 - 9h00- Palestra: Redes Sociais Digitais e suas Aplicações na Educação: Maria Lucia Santaella Braga + 30 minutos para perguntas


Resumo:
Maria Lucia Santaella Braga, do Departamento de Tecnologias da Inteligência e Design Digital da PUC, discorrerá sobre “Redes Sociais  Digitais e suas conexões cognitivas”. Para a palestrante, compreender o conceito de redes é condição imprescindível para se dar conta das novas propriedades comunicacionais. Lucia Santaella é um nos nomes mais respeitados da atualidade, tem trinta livros publicados, dentre os quais cinco são em coautoria e dois de estudos críticos. Organizou também a edição de 11 livros. Além dos livros, Lucia Santaella tem perto de trezentos artigos publicados em periódicos científicos no Brasil e no exterior. Suas áreas mais recentes de pesquisa são comunicação, semiótica cognitiva e computacional, estéticas tecnológicas e filosofia e metodologia da ciência. 

9h30 - 9h30 - Palestra: Os impactos da mobilidade em nossa vidas -  Palestrante:
Alexandre Campos Silva +  30 minutos para perguntas


Resumo:
Alexandre Campos Silva, Doutor em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, discorrerá sobre "Os impactos da mobilidade em nossas vidas".  O palestrante é pesquisador das áreas de: Gestão de conhecimento em redes digitais; Sistemas cognitivos; Agentes inteligentes e Cultura digital; e-learning; Processos de Inovação tecnológica; Empreendedorismo tecnológico; Gestão de tecnologia e governança corporativa de Tecnologia da Informação; Modelos de qualidade aplicados a Tecnologia da Informação. Alexandre Campos Silva também é autor do Caudalonga´s Blog.

10h15 - 12h00  - Mesa Redonda - 02 palestrantes + 02 convidados para debaterem as questões levantadas.

12h00 as 13h00 - Intervalo para Almoço

13h00 às 16h00 - Comunicações Coordenadas e Individuais: Socializando Experiência, a saber:

GRUPO 01:  Uso de redes sociais no ensino de línguas
GRUPO 02 - Uso de redes sociais no fundamental I, II e Ensino Médio
GRUPO 03 - Uso de redes sociais no ensino superior
GRUPO 04 - Uso de redes sociais nas empresas
GRUPO 05 - As ferramentas para o uso de em redes sociais
GRUPO 06 - Comunicação livre: Temas abertos sobre uso de redes sociais


16h00 - 16h30 - Palestra: Web 2.0 e Redes Sociais na Educação: Palestrante: João Mattar +  30 minutos para perguntas


Resumo:
João Mattar,  é Pós-doutorado pela Stanford University, onde foi visiting scholar de 1998 a 1999, discorrerá sobre a Web 2.0 e as Redes Sociais na Educação. O palestrante  é pesquisador de EaD (Educação a Distância), produz material didático para diversas instituições no Brasil e mantém o blog De Mattar, em que discute, dentre outras coisas, a aplicação de tecnologias à educação. João Mattar pretende abordar em sua palestra conceitos de Web 2.0 e Redes Sociais. Aprendizagem e Interação em Ambientes Virtuais. Construtivismo e Conectivismo. Ferramentas, Interfaces e Plataformas: Twitter, YouTube, Facebook, Games, Mundos Virtuais etc. Dos LMSs aos PLEs


17h00 - 18h00 - Palestra de Encerramento: Palestra: Metodologia de ensino e aprendizagem - Como garantir foco, envolvimento, comprometimento e resultados de aprendizagem - Palestrante: Jose Armando Valente


Resumo:
Jose Armando Valente é livre docente pela Unicamp, e possui mestrado e doutorado pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), também é pesquisador do Núcleo de Informática Aplicada à Educação (Nied) , e pesquisador colaborador do Programa de Pós-Graduação em Educação: Currículo, da Puc-SP. O professor Valente discorrerá sobre as Metodologias de ensino e aprendizagem, onde na ocasião abordará experiências onde ocorreram envolvimento, comprometimento e resultados de Aprendizagem. Valente é um dos grandes pesquisadores do Brasil interessados em entender como a informática pode auxiliar o desenvolvimento da aprendizagem.


100 maneiras inspiradoras para usar as mídias sociais em sala de aula:

http://www.onlineuniversities.com/blog/2010/05/100-inspiring-ways-to-use-social-media-in-the-classroom/


Agora, apenas para um saborear de possibilidades e ações, acesse os sites abaixo:

Interesse Publico



Postado por 
Heber Odahhyr

sexta-feira, 11 de maio de 2012

DESAFIOS DA EDUCAÇÃO NO BRASIL

Convidamos a TOD@S os interessados a participarem do debate que será apresentado no dia 11/05/2012 às 19h no seguinte endereço:

CÂMARA MUNICIPAL DE UBERLÂNDIA
Plenário Homero Santos
Rua Ubiratan Honório de Castro - s/n -
Santa Mônica - Uberlândia/MG

TEMA:
Debate
Desa fios da Educação no Brasil

DEBATEDORES:

Madalena Guasco
Coordenadora-geral da Contee
Professora da PUC-SP e doutora em Educação.

                                                   Marcelo Soares Pereira Silva
                                                   Professor doutor de Políticas Educacionais,
                                                   Diretor da FACED/UFU.

CARTAZ/FLYER - DIVULGAÇÃO





Publicado por
Heer Odahyr

DIVULGAÇÃO DA RENAFOR 2

A divulgação da RENAFOR 2 - 2012, está sendo feita em todas as mídias, inclusive com entrevistaas na TV.

Confira o vídeo abaixo:


Aguardamos sua inscrição no site:


Neste site institucional, você poderá ter masi informações sobre os projetos desenvolvidos por nosso grupo, juntamente com apoio da PROEX/UFU/MEC.

Publicado por
Heber Odahyr

REDE NACIONAL DE FORMAÇÃO PARA DOCENTES DO ENSINO BÁSICO – RENAFOR 2


FOLDER/FLYER - DIVULGAÇÃO


 



Importante frisar que entendemos que uma das ações necessárias para superar a situação crítica da Educação no País é a Formação Continuada com Educadores das Redes Públicas que atuam no Ensino Básico para a Diversidade e a Socialização de processos e produtos dela decorrentes, visando a melhoria do ensino e a superação do fracasso escolar. Por sua ação transformadora esse Programa tem um impacto social relevante, pois contribui com a inclusão de grupos sociais e amplia oportunidades educacionais, além de Consolidar práticas interdisciplinares de Formação continuada dos Profissionais em exercícios na Rede Pública de Ensino, debater e buscar formas reais de melhorar a qualidade do Ensino Público, integrar os saberes acadêmicos e os saberes adquiridos por professores/as em seu cotidiano profissional e possibilitar a criação de uma rede de conhecimentos e de parcerias entre as instituições e docentes envolvidas neste projeto.

Publicado por
Heer Odahyr

UM DIA FEITO DE VIDRO. SERÁ ISSO, POSSÍVEL????

A tecnologia é a que nos espera muito em breve. Uma forma dinâmica, rápida e bastante abrangente.

Assista "A Day Made of Glass" e dê uma olhada na visão Corning para o futuro com vidros especiais no coração dele.
Saiba mais sobre Corning em corning.com. 
 O vídeo "Um dia feito de Vidro", nos mostra uma provável expansão de tecnologia ao alcance de TOD@S, com a iniciativa da empresa Corning.
 
 

Publicado por
Heber Odahyr.

sábado, 7 de abril de 2012

QUEM SÃO OS DONOS DO CARDÁPIO INFANTIL?


Política| 05/04/2012 | Copyleft


Quem são os donos do cardápio infantil?

     Atraídas por propagandas fascinantes que prometem um mundo de sonhos em um pacote de salgadinhos ou um pirulito, por brindes-brinquedos e pelas intermináveis coleções, as crianças se tornaram as principais vítimas desses alimentos e passaram a influenciar nas compras de toda a família. Quais as consequências de seguirmos ao sabor do vento das grandes corporações fabricantes de alimentos? E de não termos controle sobre a publicidade dirigida ao público infantil? O artigo é de Noemia Perli Goldraich.
Noemia Perli Goldraich (*)

     Há 40 anos trabalho como Nefrologista Pediátrica. Não recordo de ter identificado, antes dos anos 90, um único caso de pressão alta em criança que não estivesse relacionada a algum problema grave como doença nos rins, nas artérias renais, na aorta ou a tumores raros. Pressão alta era uma doença de adultos. Era!

     Infelizmente, na última década, mais crianças passaram a sofrer de hipertensão arterial, uma doença crônica, isto é, que se arrasta por toda a vida e que necessita de medicação continuada. E qual a causa dessa repentina mudança? Múltiplos fatores podem causar a pressão alta mais comum - também chamada de hipertensão arterial essencial - mas os principais são a combinação de obesidade e ingestão de quantidades excessivas de sal na alimentação.

     Antes de seguir em frente, é preciso que se diga que a pressão alta não é um probleminha qualquer. É fator de risco importante para infarto do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais (os derrames cerebrais), entre tantas outras consequências. E o resultado da obesidade iniciada na infância é o aparecimento de hipertensão arterial em crianças e adolescentes, de diabetes melito, doenças vasculares como infarto do miocárdio, tromboses, derrames cerebrais e todas as suas complicações.

     Bem, mas não é de hoje que o sal está presente na alimentação humana. Então, por que agora estaria prejudicando também as crianças? O problema não é exatamente o sal, mas sim o sódio presente nele e é esse último que causa o aumento da pressão. É aí que entram os alimentos industrializados ou altamente processados. Há muita diferença na quantidade de sal (cloreto de sódio) colocado numa refeição cotidiana preparada em casa e os tais produtos industrializados. Nesses, o sódio está presente, além do sal, na estrutura dos conservantes e aromatizantes, usados para aumentar o período de validade ou para realçar o sabor, resultando em quantidades exageradamente grandes de sódio.
  
   Nesse contexto, é preciso considerar que os hábitos alimentares dos brasileiros mudaram significativamente nos últimos anos. Saímos do feijão, arroz e bife para as comidas congeladas, as pré-prontas, os salgadinhos, os biscoitos e refrigerantes. Atraídas por propagandas fascinantes que prometem um mundo de sonhos em um pacote de salgadinhos ou um pirulito, por brindes-brinquedos e pelas intermináveis coleções, as crianças se tornaram as principais vítimas desses alimentos e passaram a influenciar nas compras de toda a família. Sem entender o que leem ou sem ler o que informam os rótulos, os pais também se seduzem pelos coloridos sinais de adição a anunciar + ferro, + cálcio, + vitaminas. Na verdade, estão comprando gordura, sal e açúcar, crentes de que seus filhos estão sendo bem alimentados. É isso mesmo. Em geral, as fantásticas embalagens coloridas contêm muita caloria e baixíssimo valor nutricional.

     Estudos que vem sendo amplamente divulgados pelo Ministério da Saúde apontam que o brasileiro está ingerindo mais que o dobro de sal da quantidade diária recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 5 gramas, o que equivale a uma colher de chá. O brasileiro, em média, está consumindo 12 gramas ao dia, o equivalente a uma colher de sopa. Muitos produtos que hoje fazem parte da dieta usual de crianças contêm quantidades exageradas de sal, sem que os pais percebam o perigo. Você sabe que um pacote de massa instantânea pré-cozida tipo miojo contém 5g de sal, que é a quantidade máxima diária recomendada para um adulto? Haja rins para dar conta!

     Pesquisa publicada neste janeiro por um grupo da Filadélfia, no American Journal of Clinical Nutrition, uma importante revista da área, mostrou a relação entre o desenvolvimento da aceitação do gosto salgado e uma alimentação complementar, administrada a bebês, contendo amido (batatas, arroz, trigo, pão, bolachas). Foram comparados dois grupos de lactentes: um recebeu alimentação complementar com amido e o outro só comeu frutas em complemento ao leite. A aceitação para o gosto salgado já estava presente aos seis meses nos lactentes alimentados com amido e ausente nos que receberam só frutas. Os lactentes do primeiro grupo apresentaram maior probabilidade de lamber o sal da superfície dos alimentos na pré-escola, bem como de comer sal puro. Assim, segundo a pesquisa, experiências alimentares bem precoces (primeiros meses de vida) exercem um papel muito importante em moldar a resposta ao gosto salgado de lactentes e pré-escolares.

     Sabemos que a formação do hábito alimentar se dá desde a gestação até cerca de dois anos de idade. E uma vez consolidado o padrão de gosto, fica difícil mudar. A isso, é preciso associar o padrão de uma infância sedentária em frente à televisão, computador e vídeo games. O resultado tem sido a obesidade. Dados do IBGE mostram que o excesso de peso e a obesidade são encontrados com grande frequência, aos cinco anos de idade, em todos os grupos de renda e em todas as regiões brasileiras. Houve um salto no número de crianças de 5 a 9 anos com excesso de peso ao longo de 34 anos: em 2008-2009, 34,8% dos meninos estavam com o peso acima da faixa considerada saudável pela OMS. Em 1989, este índice era de 15%, contra 10,9% em 1974-75. Observou-se padrão semelhante nas meninas que, de 8,6% na década de 70, foram para 11,9% no final dos anos 80, e chegaram aos 32% em 2008-09.

     O tempo de exposição à mídia também vem aumentando. Em média, as crianças ficam mais de 5 horas diárias em frente à TV, tempo superior ao permanecido na escola, que é de 4h30min. Além disso, o padrão das crianças de hoje é acessar varias mídias ao mesmo tempo e em quase todas há inserção de propaganda, ou seja, as crianças ficam expostas a um bombardeio mercadológico. Estudo feito pela Universidade de São Paulo, em 2007, mostrou que 82% dos comerciais televisivos sugeriam o consumo imediato de alimentos ultraprocessados, 78% mostravam personagens ingerindo-os no ato e 24% dos alunos expostos a tais mensagens apresentaram sobrepeso ou obesidade. Já um levantamento realizado pelo Ministério da Saúde em 2009 identificou que apenas 25% das crianças entre 2 e 5 anos e 38% das crianças entre 5 e 10 anos consomem frutas, legumes e verduras. Guloseimas como balas, biscoitos recheados, refrigerantes e salgadinhos ocuparam o espaço de refeições principais.

     E a água? De repente esse bem essencial ao bom funcionamento do corpo humano foi sendo esquecido. Em creches, escolas e hospitais é comum não encontrarmos bebedouros. A água não está franqueada justamente a quem deveria receber estímulo constante para ingeri-la. O estímulo está focado nos sucos industrializados e nos refrigerantes.

    E agora, já podemos responder quem são os donos do cardápio das nossas crianças? E quais as conseqüências de seguirmos ao sabor do vento das grandes corporações fabricantes de alimentos? E de não termos controle sobre a publicidade dirigida ao público infantil?

    Se o que queremos para nossas crianças não é um futuro de obesos desnutridos, precisamos tomar as rédeas da situação e já. A informação continua sendo a chave-mestra e, pais, educadores e profissionais da saúde precisam saber identificar o que está escrito nos rótulos. Se tomamos tantas medidas para a identificação de pessoas que entram nas nossas casas e nas escolas, porque não adotamos estes mesmos cuidados antes de permitir a entrada de substâncias no nosso organismo e das nossas crianças? Nunca é demais lembrar que bons hábitos alimentares começam a ser transmitidos na vida intra-uterina, que criança até dois anos não deve ser exposta ao sal e que não se deve colocar açúcar em chás e mamadeiras de bebês. Muito menos achocolatados, que contém açúcar e gordura em excesso.

     Seguindo orientações da OMS, estão surgindo políticas públicas para redução do sal nos alimentos industrializados, assim como campanhas de esclarecimento ao público. Foram identificadas ações em 38 países, sendo a maioria na Europa. Já o Brasil recém está iniciando algumas medidas nessa área. Em janeiro deste ano, a Anvisa fez recomendações não obrigatórias para a redução, até 2014, em 10% no conteúdo de sal do pão francês.

     Também em países europeus, há regras rígidas em relação à propaganda dirigida a crianças. Em terras nativas, dispensam-se comentários. Felizmente a sociedade começa a dar sinais de reação.

     Acreditando que um outro mundo é possível, que tal a gente sonhar com uma sociedade em que a saúde das nossas crianças esteja acima dos interesses das megacorporações? (*) Noemia Perli Goldraich é doutora em Nefrologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), pós-doutora em Nefrologia Pediátrica pela Universidade de Londres, professora-associada do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da UFRGS, nefrologista pediátrica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e coordenadora do Núcleo Interdisciplinar de Doenças Crônicas na Infância da Pró-Reitoria de Extensão da UFRGS.
Publicado por
Heber Odahyr

quinta-feira, 5 de abril de 2012

EDITAL PARA BOLSISTA EIXO-3 - MAS / 2012

Estão abertas as inscrições para Bolsista que deseja desenvolver trabalho junto ao Eixo-3 - Meio Ambiente e Saúde do Programa de Formação Continuada com Docentes do Ensino Básico - Ano 7 - 2012.

Maiores inoformações acesse:

EDITAL/UFU/PROEX N°19/2012 DIEBS - PROGRAMA DE FORMAÇÃO CONTINUDADA COM PROFISSIONAIS QUE ATUAM NO ENSINO BÁSICO DA REDE PÚBLICA



Publicado por
Heber Odahyr

sexta-feira, 30 de março de 2012

I COLÓQUIO INTERNACIONAL - ENSINO DESENVOLVIMENTAL


I COLÓQUIO INTERNACIONAL: ENSINO DESENVOLVIMENTAL: VIDA, PENSAMENTO E OBRAS DOS PRINCIPAIS REPRESENTANTES RUSSOS




O Grupo de Estudos e Pesquisas em Didática Desenvolvimental e Profissionalização Docente - GEPEDI/FACED/UFU, está organizando o I Colóquio Internacional nos dias 02 a 04/05/2012, no Campus Santa Mônica - UFU.

O Colóquio tem como objetivo geral promover o debate, a reflexão, a troca de experiências e a divulgação de pesquisas científicas, realizadas por diferentes pesquisadores de diversas instituições brasileiras e estrangeiras relacionadas à didática desenvolvimental, na perspectiva do materialismo históricodialético e da psicologia histórico-cultural.

A metodologia do colóquio privilegia a divulgação e discussão dos resultados das pesquisas realizadas nesse campo por um grupo de especialistas convidados, ampliando os canais de difusão e interlocução entre diferentes segmentos da comunidade científica, acadêmica e educacional dentro e fora do Brasil.

Informações e inscrições:
O evento não prevê a apresentação de trabalhos. Conforme a programação, constará de palestras e mesas redondas proferidas por especialistas da área, brasileiros e estrangeiros. A participação no evento está limitada a 120 vagas, que serão preenchidas respeitando-se a ordem de inscrição.

As inscrições deverão serfeitas pelo site: www.gepedi.faced.ufu.br

Maiores informações:    robertopuentes@faced.ufu.br
                                    andrea.longarezi@terra.com.br
                                    (34) 3239-4163 – Ramal: 29


Público alvo:

Pesquisadores em Educação e Psicologia, Professores da Educação Superior, Professores e Profissionais da Educação Básica; Alunos de Graduação de Cursos de Licenciatura e Bacharelado em Psicologia, Alunos de Pós-Graduação em Educação e áreas afins.

Data e local de realização:

Uberlândia,MinasGerais,Brasil, 02, 03 e 04 demaio de 2012.
Local: Faculdade de Educação da Universidade Federal de Uberlândia – FACED/UFU
Campus Santa Mônica - Anfiteatro do Bloco 5O – F e GH

Endereço: Av. JoãoNaves de Ávila, nº. 2121 – Campus Santa Mônica - – Bloco “G”.

CEP 38.400-902 – Uberlândia/MG.

Telefax: Fone: 55-34-3239- 4412 (034) 3239-4212.


Publicado por
Heber Odahyr

segunda-feira, 12 de março de 2012

DIA MUNDIAL DA ÁGUA

A data em que se comemora O Dia Mundial da Água é 22 de março. Portanto aproveite a dica abaixo:


Ocorrerá também de 12 a 17 de março de 2012, em Marselha na França, o VI Fórum Mundial da Água. O link a seguir esclarece mais alguns pontos. 

“Como vai ser o 6º Fórum Mundial da Água: Marselha2012”


Programa

16:30 | Abertura
Alexandra Serra, Presidente da APRH
António Guerreiro de Brito, Presidente da ARH Norte

16:45 | Marselha 2012. O Fórum das Soluções (PDF)
Benedito Braga, Presidente do Comité Internacional do 6º Fórum Mundial da Água


17:15 | Debate

17:30 | APRH: Iniciativas em curso e previstas (PDF)
Rodrigo Oliveira, Vice-presidente da APRH

17:45 | Debate

18:00 | Encerramento

Realizou-se nos passados dias 17 e 18 de Janeiro, em Paris, o “2nd Stakeholder Consultation Meeting” do 6º Fórum Mundial da Água, que terá lugar em Marselha, em Março de 2012. Esta reunião marcou o início de uma nova fase de preparação do Fórum, em que se procura alargar a participação a todos os interessados no Fórum de Marselha. 

O processo de preparação envolve um grande número de organizações e pessoas e não está completamente clarificado. Mas já existem algumas ideias e princípios que gostaríamos de partilhar convosco de modo a promover a participação portuguesa e lusófona. A organização procura soluções susceptíveis de contribuir para a resolução dos problemas já identificados e para o cumprimento dos objetivos definidos. Nesta mensagem identificamos os contactos já conhecidos de modo permitir a comunicação direta entre os associados da APRH e a organização do Fórum.

O VI Fórum Mundial da Água mantém a estruturação dos anteriores fora em três grandes processos: político, temático e regional. 

O processo político divide-se no processo parlamentar, governamental e de autoridades locais ou regionais. O quadro identifica os coordenadores destes sub-processos.


Sub-processo
Coordenador
Parlamentar
J-F Le Grand (Senado Francês)
P. Victoria (Conselho Mundial da Água)
Governamental
Ph. Lacoste (Ministério dos Negócios Estrangeiros de França)
Szollogosi-Nagy (Conselho Mundial da Água /Unesco)
Autoridades locais e regionais
S. Lepeltier (Câmara Municipal de Bourges)
M. Pageler (Conselho Mundial da Água)


O processo temático está organizado em torno de 3 direções estratégicas, que por sua vez se subdividem em 12 prioridades chave. Para cada uma destas prioridades-chave (Key Priority for Action) foram definidos vários objetivos e metas que devem totalizar uma centena. A lista final de objetivos deverá ser divulgada em breve. Em princípio as sessões do Fórum são organizadas em torno das prioridades-chave e dos seus objetivos. Cada objetivo-meta será discutido numa sessão. 

Durante 2011 os interessados são convidados a propor soluções que tenham sido adaptadas em várias regiões no mundo e que podem contribuir para o cumprimento dos objetivos definidos. O processo será liderado por uma Comissão de Acompanhamento, apoiada por um conjunto de especialistas. O quadro identifica os membros desta comissão.

Cargo
Nome
Email
Presidente
Dogan Altinbilek
Vice-Presidente
Patrick Lavarde
-
Bernard Diphoorn
-
Bernard Guirkinger

Serão também criados core groups (núcleos) para liderar o processo em cada prioridades-chave. A participação no Fórum através de um contacto com estes núcleos é talvez mais fácil e eficaz, mas ainda não é conhecida a sua composição. 

Finalmente o processo regional definiu 4 regiões: Europa, Américas, África e Ásia-Pacífico. O quadro apresenta os coordenadores de cada região.

Região
Coordenador
Email
Ásia-Pacífico
Noriko Yamagushi
(Asia Pacific Water Forum)
África
Bai Maas Tal
(African Minister Council on Water)
Europa
Jean-Francois Donzier
(International Office for Water)
América
Roberto Olivares
(Water Forum of the America)
O processo europeu definiu 7 questões temáticas e 3 questões-transversais. O quadro indica estas questões e os possíveis líderes (ainda em discussão). Durante 2011 serão organizadas reuniões de preparação sub-regionais. Na Europa estão previstas 4 reuniões, uma delas no Porto no final de Setembro. Em breve estará disponível um site para receber contribuições de todos os interessados (http://european-region-wwf2012.eu/ ou http://world-water-forum-2012-europa.eu/). 
  
Tema
Coordenador
Implementation of the UNECE 1992 convention and of the WFD, with focus on transboundary issues
UNECE e EUROPE-INBO
Long term water challenges linked to climate change
Global Water Partnership-Europe e European Water Partnership
Reform of the European CAP and issues on agricultural and rural water
A designar
Inland navigation in Europe
A designar
River and water ecosystems protection and restoration, good ecological status of water bodies
European Center for Rivers Restoration
Water and sanitation services
EUREAU
Water management in European Outermost countries
Committee of European Outermost Regions
Tema transversal
Coordenador
Professional training in water and education
International network of water training centers
Technology innovation, Science-Policy Interface, Dialogue between researcher-managers
ONEMA (Chair of the European Water Science/Policy Interface Platform)
European Cooperation with Third Countries
DG AIDCO, Network of Regional Governments for Sustainable Development

O site de divulgação de informação sobre o Fórum está disponível em: www.worldwaterforum6.org.




Publicado por 
Heber Odahyr

VI FÓRUM MUNDIAL DA ÁGUA

Unesco-HidroEX estará presente no “VI Fórum Mundial da Água”




O Governo de Minas, através do Unesco-HidroEX (Centro Internacional de Capacitação e Pesquisa Aplicada em Recursos Hídricos) se fará presente no VI Fórum Mundial da Água, que será realizado de 12 a 17 de março em Marselha, na França. A sexta edição do evento, organizado pelo Conselho Mundial da Água (WWC – World Water Council), contará com a participação do presidente do Unesco-HidroEX, professor Octávio Elísio Alves de Brito e do vice-presidente Alexandre Augusto Fernandes Saad.

O tema do fórum “Tempo para Soluções” visa aumentar as discussões da importância da água na agenda política dos governos, aprofundar as discussões e trocas sobre as soluções para os atuais desafios, além de formular propostas concretas, chamando a atenção, para uso racional e sustentável deste recurso.

O evento ocorre a cada três anos, sempre no mês de março, quando no dia 22 é celebrado o “Dia Mundial da Água”. Os organizadores estimam reunir 20 mil pessoas de 140 países no evento em busca de soluções para os principais problemas que envolvem o recurso natural. No contexto do processo preparatório para o 6° Fórum, os participantes das Américas, incluindo o Brasil, decidiram priorizar a abordagem de seis temas: Água e Saneamento; Água e Adaptação às Mudanças Climáticas; Gestão Integrada de Recursos Hídricos; Água para Alimento; Água para Energia; e Melhoria da Qualidade dos Recursos Hídricos e Ecossistemas. Desse processo irá resultar a edição de um “Documento Regional” no qual será expressa a visão das Américas para os temas prioritários, apresentando soluções efetivas para que metas preestabelecidas sejam alcançadas.

Publicada por
Heber Odahyr

PROGRAMA DIVERSIDADE EM FOCO

C O N V I T E


Publicado por
Heber Odahyr

quinta-feira, 8 de março de 2012

SUSTENTABILIDADE URBANA: OS DESAFIOS DO SÉCULO XXI

COLÓQUIO INTERNACIONAL RIO + 20 - AÇÃO GLOBAL PELA SUSTENTABILIDADE


TEMÁTICAS que serão abordadas:

- Rio + 20: Uma visão estratégica.
- O papel da mídia na cobertura da Rio + 20.
- A proposta da sociedade brasileira para a Rio + 20.
- Sustentabilidade e Estado de Direito.
- O papel do Parlamento Brasileiro na Rio + 20.
- A cidade do Rio de Janeiro e a Rio + 20: Perspectivas.
- Sustentabilidade e Segurança Alimentar: O modelo brasileiro.
- Sustentabilidade na Mineração.
- Planeta e Mundo: Esperança, Responsabilidade e Precaução.
- Lançamento do Livro 30 Anos da Política Nacional do Meio Ambiente - Organizadora: Suzi   
  Theodoro.

Data: 23/03/2012

Local: Sede da Academia Brasileira de Filosofia - Casa de Osório - Rio de Janeiro

Inscrições e mais informações: www.eventojuridico.com.br

Fone: (21)2252-8593

E-mail: meioambientecamara@gmail.com

PALESTRANTES:



Publicado por
Heber Odahyr



PROJETOS DE ECOCONSCIÊNCIA

Modelos de ações que devem ser utilizadas por todos e replicadas nas diversas regiões do planeta, independente das dificuldades impostas por nossas governanças políticas.

Como um dos exemplos podemos citar o Projeto de um colégio, onde o envolvimento dos quadros docente e discente, puderam propiciar uma grande sensibilização e gerar motivações futuras para novas ações Ecoconscientes Sustentáveis.

PROJETO PLANTE A PAZ


Publicado por
Heber Odahyr

DIA 08 DE MARÇO - DIA INTERNACIONAL DA MULHER




História do Dia Internacional da Mulher



História do Dia Internacional da Mulher, significado do dia 8 de março, lutas femininas, importância da data e comemoração, conquistas das mulheres brasileiras, história da mulher no Brasil, participação política das mulheres, o papel da mulher na sociedade. 

História do 8 de março 

No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho. 

A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano. 

Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas). 

Objetivo da Data 

Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história. 

Conquistas das Mulheres Brasileiras 

Podemos dizer que o dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo. 

Marcos das Conquistas das Mulheres na História 

  • - 1788 - o político e filósofo francês Condorcet reivindica direitos de participação política,emprego e educação para as mulheres. 
  • - 1840 - Lucrécia Mott luta pela igualdade de direitos para mulheres e negros dos Estados Unidos. 
  • - 1859 - surge na Rússia, na cidade de São Petersburgo, um movimento de luta pelos direitos das mulheres. 
  • - 1862 - durante as eleições municipais, as mulheres podem votar pela primeira vez na Suécia. 
  • - 1865 - na Alemanha, Louise Otto, cria a Associação Geral das Mulheres Alemãs. 
  • - 1866 - No Reino Unido, o economista John S. Mill escreve exigindo o direito de voto para as mulheres inglesas 
  • - 1869 - é criada nos Estados Unidos a Associação Nacional para o Sufrágio das Mulheres 
  • - 1870 - Na França, as mulheres passam a ter acesso aos cursos de Medicina. 
  • - 1874 - criada no Japão a primeira escola normal para moças 
  • - 1878 - criada na Rússia uma Universidade Feminina 
  • - 1901 - o deputado francês René Viviani defende o direito de voto das mulheres 

Publicado por
Heber Odahyr

domingo, 4 de março de 2012

A IMPORTÂNCIA DA AGRICULTURA FAMILIAR

01 de Março de 2012
FÓRUM SOCIAL TEMÁTICO


Agricultura familiar é necessária para alimentar o mundo


Espaços como o do Fórum Social Mundial, ocorrido em janeiro de 2012 em Porto Alegre/RS, são essenciais para que os movimentos sociais e ativistas se encontrem e discutam com unidade a agricultura familiar e a reforma agrária.
por Júlia Schnorr

''Só sai, só sai, a reforma agrária, com a aliança camponesa e operária.'' A canção da viola embala o início da Marcha de Abertura do Fórum Social Temático (FST) em Porto Alegre. Mais de 20 mil pessoas caminham na Avenida Borges de Medeiros carregando faixas e cartazes. A música não para: ''Nossa primeira tarefa é ocupar toda terra produtiva/Nós queremos trabalhar/Nossa segunda tarefa é resistir/Entrar bem organizado/Enfrentar para não sair/Nossa terceira tarefa é produzir/No trabalho coletivo, colher muito e repartir.''

Ao longo do Fórum Social Temático, diversas foram as oportunidades para discutir agricultura familiar e reforma agrária. Na conferência de abertura do FST, José Graziano da Silva, diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), palestrou sobre Cooperativismo e agricultura familiar. O dirigente ressaltou que o uso de recursos hídricos e o de insumos agrícolas devem ser diminuídos com a finalidade de realizar uma agricultura com sustentabilidade. 

O diretor-geral assumiu a FAO no ano passado definindo alguns desafios, como a segurança alimentar, o estímulo à produção de alimentos e o combate à pobreza. Para ele, não podemos ter desenvolvimento sustentável com pobreza no campo. Graziano da Silva afirmou ainda que as cooperativas são fundamentais, chegando a ser responsáveis por 30% da produção dos alimentos mundiais.


(Debate ‘’Agricultura Familiar e Desenvolvimento Sustentável’’ organizado pela Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar - Fetraf – Sul/CUT durante o Fórum Social Temático (FST) 2012 em Porto Alegre (RS).


A agricultura familiar foi temática da atividade organizada pela Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar, a Fetraf. A seção sindical centrou suas discussões nos desafios cotidianas dos pequenos produtores, como a permanência dos jovens no campo e a dificuldade de acesso ao crédito. Celso Ludwig, coordenador da Fetraf-Sul, analisou que a queda do desemprego no Brasil é um impulso para que jovens rurais deixem o campo, o que agrega dificuldades para a agricultura familiar e a sucessão hereditária. 

Ludwig lembra que para permanecer no campo, há a necessidade de se ter geração de renda, lazer, políticas públicas e acesso à internet – que já foi declarado um direito humano. Ao ponderar sobre o envelhecimento do campo e o modelo de desenvolvimento vigente, Ludwig se perguntou qual o tipo de agricultura que deseja. Sua resposta vem rápida e sem pestanejar: ‘’o campo é o lugar de um espaço de vida e prefiro uma agricultura com pessoas e não somente com máquinas. ’’ 

O rural como modo de vida


(Agricultores moradores da zona rural de Nova Palma, RS, no plantio de alface)

O meio rural¹ é um ‘’espaço suporte de relações específicas'', como parentesco e vizinhança, ''que se constroem, se reproduzem ou se redefinem sobre este mesmo espaço e que, portanto, o conformam enquanto um singular espaço de vida’’. É nesta conjuntura que surge a expressão ''agricultura familiar'', que emergiu no Brasil na década de 1990. Assim, a família é importante referência para o meio rural como vida social, pois a partir dela é estabelecido o sentimento de pertencimento a este espaço de vida. 

As terras improdutivas, juntamente com o latifúndio inabitado, são exemplos de áreas sem vida social, onde a função residencial inexiste ou está reduzida. Mesmo nas áreas produtivas e altamente mecanizadas, onde não se utiliza muita mão-de-obra, há um ‘’deserto verde’’. Dessa forma, torna-se difícil encontrar vida social.
A agricultura familiar ocupa um dos espaços rurais brasileiros onde há vida social local mais intensa², sendo uma contribuição do agricultor familiar na formulação de respostas à crise do modelo produtivista. 

Discutindo as políticas governamentais 

Uma das maiores dificuldades dos agricultores familiares é o acesso à linha de crédito, especialmente por ser ‘’a agricultura familiar uma prática periférica no processo agrícola do país’’, como afirma a coordenadora nacional da Fetrat Elisângela Araújo. Assim, o desafio de propostas como a do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) são grandes. Criado na década de 1990 e tendo como público alvo os agricultores familiares, o Pronaf tem como objetivo o acesso de crédito, e já designou financiamentos específicos para mulheres e jovens. No entanto, programas como esses são suficientes?
Para o professor do Departamento de Sociologia da UFRGS Guilherme Radomski, a lógica produtivista acaba por excluir os agricultores endividados e também deixa de lado o grande montante de agricultores que não são os maiores produtores ou que ainda estão se estabelecendo em suas propriedades. Radomsky afirma que a saída encontrada por muitos deles é a pluriatividade do espaço rural, como o investimento no turismo rural ou ‘’bicos’’ em atividades não rurais. 

O caso da reforma agrária 

Os assentamentos da reforma agrária integram uma parcela de trabalhadores rurais que eram assalariados em propriedades alheias ou que foram expulsos do campo devido à mecanização. O retorno ao meio rural é uma reconstrução da vida local, já que os assentamentos se configuram como espaços que agregam famílias de diferentes localidades. Além de se adequarem à produção da nova região, os assentados têm que estabelecer uma vida social a partir dos contatos com outros assentados, assim como com o meio urbano próximo, principal centro de escoamento da produção. 

O desenvolvimento a partir da pequena produção familiar tem grandes opositores, baseados especialmente no argumento do ‘’progresso do país’’. Eles acreditam que se buscaria a justiça social pagando-se o preço de uma agricultura com pouca tecnologia, ou essa atrasada. A reforma agrária, no entanto, é necessária para que o desenvolvimento econômico do país seja acompanhado por uma distribuição de renda. Apoiar a agricultura familiar não implica em conter a modernização agrícola, mas sim reorganizar o meio rural e seus recursos 4. 

Mudanças importantes ocorreram para a agricultura familiar nos últimos anos, enquanto outros setores como a reforma agrária permaneceram estagnados. Enquanto o número de famílias assentadas não aumenta como os movimentos sociais desejam, a agricultura familiar foi oficialmente reconhecida pelo governo brasileiro, especialmente através do Pronaf. Com ele, os agricultores que antes eram vistos como a parte empobrecida do campo, hoje se tornam alternativas ao modelo de desenvolvimento do latifúndio. 

Dada a conjuntura atual, está nas mãos dos movimentos sociais a função de pressionar o governo com a finalidade de obter encaminhamentos para a reforma agrária. Um dos sentidos da reforma agrária em nosso país é a ampliação das oportunidades de emprego no meio rural, fazendo com que diminua a pressão da oferta de mão de obra no mercado de trabalho urbano. 

Para onde vamos? 

Os países com maiores índices de desenvolvimento humano tem em comum a presença da agricultura familiar. Ela ''desempenhou um papel fundamental na estruturação de economias mais dinâmicas e de sociedades mais democráticas e equitativas 5.'' Além de incentivos na agricultura, é necessário o fornecimento de outros serviços igualmente encontrados no meio urbano. 

Devemos tratar o rural com um novo enfoque. A multifuncionalidade e a pluriatividade são indícios de que o rural não é mais somente agrícola. As políticas públicas para seu desenvolvimento não devem ser voltadas exclusivamente para o setor da agricultura, e sim envolver uma gama maior, desde o investimento em piscicultura até a inclusão digital com acesso à internet com banda larga. 

Espaços como o do FST são essenciais para que os movimentos sociais e ativistas se encontrem e discutam com unidade a agricultura familiar e a reforma agrária. O FST é o local para que haja o debate do meio rural como modo de vida. Assim, podemos pensar em reforma agrária, no fim da pobreza no campo, na promoção da democracia e no desenvolvimento social e sustentável. Esse é o mundo rural que desejamos. E ele é possível.

Júlia Schnorr 
Historiadora e Mestranda em Comunicação (UFSM) – Pesquisa Juventude rural e televisão (juliaschnorr@gmail.com)

¹ WANDERLEY, Maria de Nazareth. O mundo rural como um Espaço de Vida: reflexões sobre a propriedade da terra, agricultura familiar e ruralidade. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2009. 

² CARNEIRO, Maria José. Ruralidade: novas identidades em construção. Estudos Sociedade e Agricultura, n.11, 1998, p.53-75. 

³ GRAZIANO DA SILVA, José; GROSSI, Mauro; CAMPANHOLA, Clayton. O que há de realmente novo no rural brasileiro. Cadernos de Ciência & Tecnologia, Brasília, v.19, n.1, 2002, p. 37-67 

4 e 5 GUANZIROLI, Carlos; ROMEIRO, Ademar; BAUINAIN, Antonio. Agricultura Familiar e Reforma Agrária no Século XXI. FAO/MDA. Editora Garamond Universitária, 2001. 

Crédito fotos: Júlia Schnorr



Publicado por
Heber Odahyr